Eu aprendi muito sobre como os padrões de beleza servem para nos controlar. Que nossas inseguranças vende, que padrões de beleza são construídos pela sociedade. Sei muito na teoria, mas na prática. Ah! Como é difícil. 

A grande revolução é amar seu próprio corpo, mas em casa, passo um tempo na frente do espelho me imaginando com uns dois números a menos. Se eu digo para minhas amigas que elas são lindas (e realmente as acho lindas), não consigo achar bonita a gordurinha que dobra sobre a minha calça. 

Eu sei muito bem que não sou obesa, mesmo assim, sinto culpa a cada chocolate que como. Sei que a competição entre mulheres não é legal, mas fico olhando as mulheres de biquíni e invejando seus corpos. A todo momento somos bombardeadas sobre nossas aparências, sobre como devemos ser, e consequentemente, que devemos nos odiar por sentir que não nos encaixarmos naquilo que a sociedade define como certo. 

Por tanto tempo eu tive certeza de que eu tinha que ser bonita, e que ser bonita, era ser igual a mulher da capa de revista. E que isso era uma parte essencial do que é ser mulher, e isso se tornou parte do que me compõe. Eu posso racionalmente discordar, mas o assunto precisaria de um bom tempo de terapia para poder ser desmontado dentro de mim. 

Tomei a decisão de encarar essa minha falha, porque seria hipocrisia eu fingir que não ligo pra minha aparência, que aceito meu corpo, e ir deixando esses pensamentos me consumirem de dentro pra fora de maneira inconsciente, abafados. 

Se você sente a pressão de viver assim, é preciso ter força e consciência da própria beleza para enfrentar tudo isso. Chegou a hora de aprender a olhar com carinho para as partes mais rejeitadas por si mesma. Se não amarmos nossa casa física, como poderemos nos amar interiormente?

Todas as vezes que se sentir mal por causa do seu corpo, lembre-se de que ele é sagrado. Você ganhou essa forma para viver a vida. Nele, tudo de que você precisa existe, ele não merece ser menosprezado, principalmente por você.

Susete Pasa

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