“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir”.

Assim escreveu o poeta Fernando Pessoa. Mais do que uma forma de contar histórias, a escrita também pode ser um meio de buscar autoconhecimento e entender nossos sentimentos. Muita gente tem dificuldade de entrar em contato com as emoções, especialmente as negativas. As pessoas evitam abordar as dificuldades como forma de não viver novamente o sentimento ruim. No entanto, a dificuldade de expressar o que se sente, e de enfrentar as adversidades, pode aumentar ainda mais o sofrimento. A escrita permite que novos traços de memória se formem no nosso cérebro, substituindo as conexões que antes produziam as reações de ansiedade. Escreva suas experiências emocionais, e ainda que você não consiga expressar seus sentimentos e memórias da maneira exata, tente. Foi a partir da escrita em diários que me dei conta de que poderia usar essa forma de escrever para ajudar outras mulheres, e também, para lidar com todos os meus processos emocionais de forma mais intuitiva. Eu juntei todos os relatos que acumulei em diários para escrever o livro “Abusada”, no qual, detalho os meus processos emocionais. A escrita me auxiliou em momentos difíceis. Meu objetivo é poder servir de inspiração para as outras mulheres, de gerirem as suas emoções, e poderem lidar como os dilemas internos de uma forma mais saudável, de modo a serem mais felizes. A escrita é uma ferramenta de cura muito poderosa. Basicamente, é uma maneira de fortalecer a mente, quase como um exercício físico. Assim, conseguimos tocar em lados tão sutis que, às vezes, muitas sessões de terapia não alcançam.

Susete Pasa

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