Para um narcisista, o fim e os meios são os mesmos, o seu plano de jogo é ficar sempre um passo à sua frente. 

O pensamento dele é uma feroz competição de “morte”, ele está como em um jogo de guerra, sempre pronto para lutar. Permanecer na luta é o que lhe concede honra e, sem honra, você não tem imagem, portanto, não existe. Deste modo, o pensamento de derrubar seu oponente libera substâncias químicas de prazer e recompensa, como a dopamina. Biologicamente ele fica viciado. Ele é imune a sentir remorso. Na verdade, a dor da vítima lhe traz prazer. 

Quando você compartilha detalhes do que te “machuca”, ele toma notas para futuramente atingir as feridas e vulnerabilidades que você expôs. Ele fica ansioso para na próxima oportunidade bater onde mais dói. Manter um oponente ferido, em sua mente, o mantém seguro. Ele esta no modo de sobrevivência quando você está por perto. Quando você tenta “salvar” o narcisista, você está na verdade ajudando-o a te destruir cada vez mais. Isso significa que ele não é uma pessoa”. 

Foi diante do ódio que descobri a fonte inesgotável de amor que fluía em mim. Foi durante as piores e mais assustadoras tempestades, que descobri minha verdadeira força. Quando o caos se instalou em minha vida, percebi que eu precisava mais de mim do que qualquer outra pessoa. Foi na solidão que compreendi que, por mais que eu chore, grite, ou me angustie, sou eu a única pessoa capaz de promover alguma mudança. 

Foi na confusão dos meus pensamentos que me reconheci, onde pude finalmente me reencontrar. Me acolhi com amor e aceitei minhas imperfeições, porque só eu sei do meu esforço, da minha vontade de ser alguém melhor, do meu desejo de fazer o bem. Já não me importo com as cobranças externas, nem com as imposições ou opiniões alheias de quem nunca se esforçou verdadeiramente para chegar onde eu cheguei.

Susete Pasa

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *