Avaliação:
3/5
“Delírio” é o primeiro livro de uma série distópica que carrega o mesmo nome. Essa série discorre sobre a previsão de um futuro diferente, em que o amor, esse simples sentimento visto como algo bonito e puro na sociedade atual, é enxergado como uma doença, que faz as pessoas agirem levando em conta instintos e emoções, as faz deixar de lado a essência humana: a racionalidade. Nessa sociedade futurística, pessoas são obrigadas a passar por uma intervenção cirúrgica onde é lhes arrancado todo o tipo de sentimento relacionado com este. Ou seja, o indivíduo será impossibilitado de se apaixonar pelo resto da vida após a intervenção. Nesse contexto, está Lena. Uma menina que tem seu passado marcado pela resistência de sua mãe, uma simpatizante, uma pessoa resistente à intervenção, que não aceita as imposições dessa sociedade “anti-amor” e faz de tudo para continuar amando. Apesar de seu passado, de sua descendência, Lena aceita a intervenção como sinônimo de paz, alegria e cura. Sua criação foi baseada nisso: A pessoa só será livre e feliz após a cura, ela foi criada pelo restante de sua família que decidiu afastar toda e qualquer má influência que a mãe simpatizante, agora morta, pudesse firmar sobre a filha. Lena assentia toda a imposição, até conhecer Alex. O que seria de uma distopia sem um clichêzinho? O menino, aparentemente novo e cauteloso, faz despertar algo estranho na menina. Lena começa a questionar o que considerava inquestionável. E, por conseguinte, o rumo de sua vida começa a mudar antes mesmo da intervenção. Mesmo aquela menina pacata, sem sal, nem feia nem bonita, ou seja, neutra, acaba sendo apaixonante. Não sei bem como Oliver fez isso, mas sei que ela fez. E deu um bom resultado. Até a página 100 eu não tinha me decidido se a história era boa, viciante, ou se era simplesmente um narrador contando, contando, contando e não chegando a lugar nenhum. Isso tudo é confuso, mas é verdade. Foi essa sensação que eu senti na maior parte. Sem contar que a criatividade do enredo, de comparar o “amor” como uma doença”, é de ser admirada por qualquer leitor, ou até mesmo escritor. Infelizmente, algumas cenas se tornaram desconexas com a filosofia criada pela autora. Uma das faltas cometida pela autora foram os momentos vagos e de explicação duvidosa.. Para quem já leu a obra, lembre-se de certo método de fuga através da letra O de “Amor”. Estranho? Pois é… Apesar das gafes, o livro merece admiração por ter um enredo criativo e boas personagens. Além disso, a narração é ótima, e o final, é de suspirar!… ⭐⭐⭐️
Susete Pasa

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